
Dia desses, na época do primeiro turno da eleição, e por ser desde a mais tenra infância apaixonado por aviação, estava a contemplar um avião em pleno vôo. Com certeza um daqueles destinados a transportarem passageiros e com capacidade para transpor continentes.
Além de psicólogo, sou piloto frustrado, pois não tive as condições necessárias para completar o meu curso de piloto privado.
Ao ver o avião imaginei o tanto que aqueles camaradas que conduziam a aeronave tinham estudado para aquilo. Passaram pela etapa das provas, dos exames médicos e psicotécnicos. Fizeram a checagem para a carreira de piloto privado, piloto comercial, piloto de linhas aéreas, dentre outros cursos como navegação por instrumentos e ou instrutor de vôo.
Tem que ser bom e empenhado para pilotar um negócio daqueles. Tem que ter a manha para, como dizem nós mineiros, dirigir um trem daqueles.
O fato é que fiquei me perguntando se existiria algum louco para, em uma viagem de avião, sugerir o uso do voto para eleger quem pilotaria a máquina.
Imagina a situação. 200 passageiros em um vôo curto, de Confins/MG para Brasília/DF elegendo dentre os passageiros quem seria o piloto. As “gostosas” poderiam ser eleitas assim como os carismáticos ou os humoristas. Os músicos poderiam também ser os contemplados assim como os jogadores de futebol.
Estabeleceu-se a tragédia. Sem dúvida nenhuma a manchete dos próximos jornais anunciariam a queda de mais um avião no Brasil.

Na verdade quem tem que “governar” a máquina DEVEM SER AQUELES PREPARADOS E CAPACITADOS PARA TAL EMPREITADA.
Como pode um Tiririca (e sem fazer juízo de valor, mas sim de competência) ser o deputado federal mais votado de todos os tempos? Não por ser um palhaço, e no melhor significado da palavra, mas por frases como: “Pior do que ta não fica”, “de concreto só cimento”, “Vote em mim que a gente descobre junto o que faz um deputado”. É claro que também não sou ingênuo para desconsiderar a jogada política de lançar um “cabra” desses como candidato. Mas esse é assunto para uma próxima oportunidade e se a paciência assim me permitir.
Mulher Pêra, desconhecendo totalmente a proposta da diminuição da maioridade penal, amplamente discutida por intelectuais de diversas áreas, vem com a conversa de emancipar adolescentes a partir de 16 anos para que estes possam responder criminalmente por seus atos e com essa idade fazer uso dos motéis. Em que país vive essa mulher? Desconhece por acaso a realidade da exploração sexual, gravidez na adolescência e pedofilia que acometem o BBRRAASSIIIIIIIILLLLLLLLLLLL ?????

Que vergonha!!!! Que indignação!!!
Que povo é esse meu DEUS??? ( Novamente aqui também não sou ingênuo a ponto de não poder refletir sobre essa questão, sobre o processo de alienação, sobre a manipulação das massas, sobre a não promoção da “educação”, sobre o controle, etc).

Há pouco, em um outro momento eleitoral, um candidato à Prefeitura da "Capital" veio com a proposta de que iria governar junto com o povo. DISCORDO!!!! Tem que governar junto não. Tem que governar PARA o povo. Sem dúvida nenhuma que quem governa deve escutar e estar próximo dos seus governados. Sem dúvida que o modelo do Orçamento Participativo é uma das pérolas da democracia, mas o governante tem que estar em uma posição diferente da dos seus eleitores.
Imaginem agora uma ovelha guiando a outra. Boa coisa não vai dar, como já diziam as mulheres da família Franca. Quem as tem que guiar é o PASTOR ou seus cães muito bem treinados e que nasceram e logo foram preparados para essa função. Faz-se necessário um especialista para tal tarefa. Aqui também o piloto de linhas aéreas não teria muita serventia em meio aos berros histéricos das ovelhinhas.
Como dizia Platão na república e para que todos entendam claramente: “cada um no seu quadrado!!!”. Há que se considerar as vocações. Um sapateiro dessa forma é tão importante como um médico, pois se o primeiro falta o segundo anda descalço e se o segundo é quem se ausenta o sapateiro pode padecer e vir a falecer.
Anuncia-se uma grande “tragédia”.
Que país é esse?? Respondo de uma forma sem o qualificativo dado quando a pergunta é feita por aquela Legião Urbana. É o BRASIL!!!


