Vitruviano

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Pesquisa

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O processo eleitoral no Brasil


Dia desses, na época do primeiro turno da eleição, e por ser desde a mais tenra infância apaixonado por aviação, estava a contemplar um avião em pleno vôo. Com certeza um daqueles destinados a transportarem passageiros e com capacidade para transpor continentes.

Além de psicólogo, sou piloto frustrado, pois não tive as condições necessárias para completar o meu curso de piloto privado.

Ao ver o avião imaginei o tanto que aqueles camaradas que conduziam a aeronave tinham estudado para aquilo. Passaram pela etapa das provas, dos exames médicos e psicotécnicos. Fizeram a checagem para a carreira de piloto privado, piloto comercial, piloto de linhas aéreas, dentre outros cursos como navegação por instrumentos e ou instrutor de vôo.

Tem que ser bom e empenhado para pilotar um negócio daqueles. Tem que ter a manha para, como dizem nós mineiros, dirigir um trem daqueles.

O fato é que fiquei me perguntando se existiria algum louco para, em uma viagem de avião, sugerir o uso do voto para eleger quem pilotaria a máquina.

Imagina a situação. 200 passageiros em um vôo curto, de Confins/MG para Brasília/DF elegendo dentre os passageiros quem seria o piloto. As “gostosas” poderiam ser eleitas assim como os carismáticos ou os humoristas. Os músicos poderiam também ser os contemplados assim como os jogadores de futebol.

Estabeleceu-se a tragédia. Sem dúvida nenhuma a manchete dos próximos jornais anunciariam a queda de mais um avião no Brasil.

Na verdade quem tem que “governar” a máquina DEVEM SER AQUELES PREPARADOS E CAPACITADOS PARA TAL EMPREITADA.

Como pode um Tiririca (e sem fazer juízo de valor, mas sim de competência) ser o deputado federal mais votado de todos os tempos? Não por ser um palhaço, e no melhor significado da palavra, mas por frases como: “Pior do que ta não fica”, “de concreto só cimento”, “Vote em mim que a gente descobre junto o que faz um deputado”. É claro que também não sou ingênuo para desconsiderar a jogada política de lançar um “cabra” desses como candidato. Mas esse é assunto para uma próxima oportunidade e se a paciência assim me permitir.

Mulher Pêra, desconhecendo totalmente a proposta da diminuição da maioridade penal, amplamente discutida por intelectuais de diversas áreas, vem com a conversa de emancipar adolescentes a partir de 16 anos para que estes possam responder criminalmente por seus atos e com essa idade fazer uso dos motéis. Em que país vive essa mulher? Desconhece por acaso a realidade da exploração sexual, gravidez na adolescência e pedofilia que acometem o BBRRAASSIIIIIIIILLLLLLLLLLLL ?????


Que vergonha!!!! Que indignação!!!

Que povo é esse meu DEUS??? ( Novamente aqui também não sou ingênuo a ponto de não poder refletir sobre essa questão, sobre o processo de alienação, sobre a manipulação das massas, sobre a não promoção da “educação”, sobre o controle, etc).




Há pouco, em um outro momento eleitoral, um candidato à Prefeitura da "Capital" veio com a proposta de que iria governar junto com o povo. DISCORDO!!!! Tem que governar junto não. Tem que governar PARA o povo. Sem dúvida nenhuma que quem governa deve escutar e estar próximo dos seus governados. Sem dúvida que o modelo do Orçamento Participativo é uma das pérolas da democracia, mas o governante tem que estar em uma posição diferente da dos seus eleitores.

Imaginem agora uma ovelha guiando a outra. Boa coisa não vai dar, como já diziam as mulheres da família Franca. Quem as tem que guiar é o PASTOR ou seus cães muito bem treinados e que nasceram e logo foram preparados para essa função. Faz-se necessário um especialista para tal tarefa. Aqui também o piloto de linhas aéreas não teria muita serventia em meio aos berros histéricos das ovelhinhas.

Como dizia Platão na república e para que todos entendam claramente: “cada um no seu quadrado!!!”. Há que se considerar as vocações. Um sapateiro dessa forma é tão importante como um médico, pois se o primeiro falta o segundo anda descalço e se o segundo é quem se ausenta o sapateiro pode padecer e vir a falecer.

Anuncia-se uma grande “tragédia”.

Que país é esse?? Respondo de uma forma sem o qualificativo dado quando a pergunta é feita por aquela Legião Urbana. É o BRASIL!!!

O descobrimento do Planeta Índigo


10.500 do nosso tempo. Já não existe mais o verde de outrora e este só é contemplado pelos livros eletrônicos, pois também os papéis são preciosidades de um passado distante.


A população mundial também já não é tão numerosa, uma vez que os conflitos nucleares, os desastres naturais, a escassez de alimentos somados com a esterilidade provocada pela exposição da radiação solar provocaram, de forma imperativa, um “inesperado” controle de natalidade.

A lua, antigo satélite natural do planeta, só é lembrada nas palavras dos filósofos de dos românticos, pois a ação do Deus khrónos fez com que ela murchasse e foi preciso somente um choque de um asteróide de porte médio para que ela desaparecesse.

As pessoas sobrevivem através do trabalho em módulos industriais que tem como objetivo transformar a água salobra do mar em água potável. Sim, o mar ainda é azul!!!

Eis que surgem pelos céus os “salvadores”. Em objetos voadores nunca vistos antes e talvez só imaginados na cabeça dos mais loucos, chegam trazendo as BOAS NOVAS.



Seres bizarros, mas ainda assim à nossa semelhança. Corpos altos e robustos com vestimentas estranhas compostas com uma série de geringonças das quais só serviam, aos nossos olhos, para excitar os mais curiosos.

Chegam como amigos. Presenteiam-nos. Causam vislumbre e veneração... Seriam os Deuses??? Não, eles teem o seu próprio Deus e deste falam muito. Não aprenderam nossa língua. Fizeram-no aprender a sua.

Desconsideraram as nossas CRENÇAS, independente se as Cristãs, as Budistas, as Islâmicas ou Mulçumanas. Já não são mais tão amigos. Para que sigamos o seu Deus não poupam esforços! Aqueles bravos e destemidos que resistem tem o mesmo fim dos bravos da antiguidade como Sócrates, Giordano Bruno, Joana D’Arc. Willian Wallace e outros que já não sabemos se foram reais ou se são apenas mitos.

Abusam de nossas mulheres e de nossas filhas. Dos homens da Terra fazem escravos. Dos sábios e sacerdotes fazem exemplos do que não fazer. Tomavam-nos como SELVAGENS em função dos nossos costumes, maneira de falar e vestir.


Viajavam a uma velocidade incrível e já não é mais novidade nem causam espanto aqueles objetos aportando e nossa atmosfera. Nosso “primitivo” sistema de defesa não era útil para aqueles que se colocavam à luta.

Em troca de “cristaizinhos” sem valor e “caixinhas sonoras e luminosas” que só servem para entreter os bobos, levam nossas águas. É esta última o “OURO” desse tempo. Roubam-nos e levam nosso ouro para a COROA do seu império. Transforman-nos em sua colônia.

Nós enganamos quando pensamos que eram os “Salvadores”. Não são. São, assim mesmo como se autodenominam os DESCOBRIDORES.

Mas o que descobriram? Aqui já existia nosso Planeta, não? Tínhamos costumes, crenças, IDEOLOGIAS. Tínhamos o nosso PLANETA. Fomos DESCOBERTOS? Não! O máximo que pode ter acontecido é de termos sido ENCONTRADOS. Mas independente da nomenclatura, descobertos, encontrados, CONQUISTADOS, selvagens ou primitivos, hoje podemos afirmar que já não somos mais o que éramos.

Nosso Planeta que antes era a Terra já não tem mais esse nome, pois foi batizado de INDIGO pelos ESTRANGEIROS (Assassinos? Estupradores? Ladrões) que assim fizeram em função da cor que o mesmo apresenta quando visto do céu...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O esporte como método de educação e socialização de crianças e adolescentes e a importância do mediador nessa prática


O esporte hoje pode ser considerado como um dos maiores fenômenos sociais da atualidade sendo caracterizado desde uma forma elementar de socialização até uma variedade profissional onde participam psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, fisioterapeutas, médicos, pedagogos, além dos próprios atletas e comissão técnica. ( Rubio et al.,2000 ).

Frequentemente abordamos o esporte como uma atividade em que estão envolvidos grupos ou indivíduos que competem entre si, e a vitória de um, comumente, acarreta a derrota do outro. Entretanto, tal atividade pode, além de ser empregada com esse caráter competitivo, ser usada como um eficiente método educacional e socializador de crianças e adolescentes.

É importante ressaltar que tal método pode ou não obter sucesso em seus objetivos em função da postura do mediador, pois esse tem papel central na prática esportiva e em seus resultados, visto que é esse que conduz tal processo.

Essa atividade além de estar voltada para o rendimento dos atletas nas competições, pode também ser usada para ocupar o tempo ocioso dos participantes, ajudar na socialização, integração, construção da cidadania e da identidade individual e grupal, aquisição de comportamentos assertivos, sofisticação de repertórios comportamentais aprendidos, além de contribuir para a melhora da coordenação motora e de qualidades físicas básicas.


( ... ) motivação, personalidade, agressão e violência, liderança, dinâmica de grupo, bem-estar psicológico, pensamentos e sentimentos de atletas e vários outros aspectos da prática esportiva e atividade física foram incorporados à lista de preocupações e necessidades de pesquisadores e profissionais. ( RUBIO, 2002,p.1 )


É possível e necessário que o mediador responsável pela prática esportiva-educativa, trabalhe, através de oficinas de dinâmica de grupo, palestras e outros meios, temas já citados acima uma vez que tais temáticas estão presentes tanto no setting esportivo como no mundo contemporâneo em que vivemos, onde impera a banalização da violência e a extrema competividade. O esporte sócio-educativo facilita, dessa forma um aprimoramento das relações interpessoais e convívio social dos participantes.

Na IV Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente realizada em Brasília em 2002, foram aprovadas em plenária final propostas com o compromisso de assegurar uma política nacional de cultura, esporte e lazer, de caráter universal, para as crianças e adolescente, que contemple a integração regional e a valorização da cultura local, garantindo recursos financeiros nos orçamentos públicos das três esferas de governo. Também o Estatuto da Criança e Adolescente no seu atigo 59 versa que os municípios, com o apoio dos estados e da União estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.

Diante disso, é crescente o número de projetos sociais que usam da prática esportiva como ferramenta para uma mesma proposta, propiciar o desenvolvimento biopsicosocial de crianças e adolescentes, como o programa Segundo Tempo, Esporte Esperança, Projeto Esporte Cidadão, estes citando apenas da cidade de Belo Horizonte.e todos norteados pelos mesmos princípios que apresentam como característica inclusão, participação e respeito mútuo dos envolvidos no processo.

Marques( 2000 ), nos apresenta, dentro de nosso contexto contemporâneo, duas maneiras pela qual a prática esportiva pode se apresentar: A prática pela prática e a prática educativa.

A prática pela prática segundo o autor, acarreta um grande risco para os praticantes, uma vez que de forma alienante reproduz o sistema vigente, e o que é pior sob a máscara de algo saudável, pois comumente dizem que esporte é saúde. A criança ou o adolescente submetido a esse tipo de mediação acreditará que o esporte em si dará conta de realizar as funções necessárias para seu desenvolvimento.

Seguindo a mesma lógica, não é raro, ultimamente, vermos as práticas esportivas associadas com a obtenção de lucros, comercialização de produtos, e ascensão social, onde os atletas são colocados como “escravos” de marcas e logotipos, quase como equinos marcados pelo ferro em brasa de seu dono, além de não serem preparados para uma vida após o término da carreira. Dessa forma, não é raro, no "país do futebol" vermos atletas atuais ou mesmo os egressos de seus clubes, seja em função da idade avançada, de contussões e outras causas,tendo uma vida amoral e desrregrada, sendo frequentemente foco da mídia sensacionalista.

Esse status social vem seduzindo jovens, que cada vez mais cedo, deixam seus lares e estudos de qualidade para tentarem, sob a promessa de “aliciadores” a sorte grande em algum clube de futebol. Além da exploração na maioria das vezes teem que conviver com uma frustração em função de não se mostrarem rentáveis para a sociedade esportiva.

Podemos facilmente exemplificar a explicação descrita acima, quando o esporte como exclusão vai desde a necessidade de escolha dos melhores (tecnicamente falando) para compor um grupo ou mesmo na disputa pelas vagas de titulares.

Percebemos também essa exclusão no que tange ao esporte tradicionalmente praticado nas escolas. Nestas situações, ao invés da atividade física ser uma oportunidade para que todos possam adquirir hábitos saudáveis, tem-se a reprodução do esporte competitivo adulto. Assim aqueles que não possuem repertório ou uma genética "adequada" não tem oportunidade e correm atrás de atestados que livrem-nos do "suplicio".

O Ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz diz em entrevista à revista E.F do Conselho Federal de Educação Física- CONFEF, dentre outras coisas que, o esporte além de socializar, educar, socializar, desenvolver o intelecto, é um promotor de saúde. ( 2003 )

Cillo ( 2002 ) questiona as relações existentes entre saúde, atividades fisícas, esporte e psicologia, e diz:


Esporte, atividade física, saúde e psicologia. Quais relações podem ser feitas entre essas palavras? De um modo geral repetimos o mote Esporte é saúde sendo que nem sempre ele se aplica. Além das lesões decorrentes da prática cabe, também, refletir sobre o modo como a prática esportiva tem sido conduzida. Não precisamos ir muito longe para descobrir que muitas vezes essa é uma prática alienante, e que serve como instrumento de exclusão social. ( CILLO, 2002 )


De maneira alguma os autores querem passar a idéia de que o esporte é prejudicial para o indivíduo, mas dependendo da mediação, tal prática pode sim trazer prejuízos para o praticante.

A prática educativa oferece ao praticante a oportunidade do mesmo se deparar com experiências que envolvam autoconfiança, auto-estima, dentre outras que contribuam para o desenvolvimento de seu processo educativo, além de permitir a possibilidade de reflexão sobre a prática esportiva, onde gradativamente atribui sentido ao seu comportamento esportivo, pois é protagonista e constrói conjuntamente com técnicos, psicólogos, professores, ou seja, os mediadores, seu processo de socialização e desenvolvimento pessoal. ( MARQUES, pg 88 )

O ministro Agnelo, na mesma entrevista diz também que, a prática esportiva de forma continuada e com o apoio de instrutores só apresenta aspectos positivos.

O caminho para atingir esse objetivo, sem dúvida, vem da mediação que é feita pelo técnico/professor, pois ao trazer um repertório de possibilidades de ação, mostra a essa criança as características lúdicas presentes no jogo, o prazer que pode retirar da sua própria prática, a importância da cooperação para a conquista de objetivos comuns, a hora de e como competir, etc. ( ANIBAL, 2000 pg.93 )


Podemos sem mais problemas entender que o treinador é um mediador assim como os outros citados anteriormente.

( ... ) o trabalho interdisciplinar realizado pelos técnicos/educadores/psicólogos, pode contribuir, pois, agindo como mediadores das relações que a criança e o adolescente estabelecem com os outros e com o mundo, oferecem condições para contribuírem na formação de indivíduos capazes de agirem diante da realidade em que estão inseridos, refletindo sobre as ações que desempenham, construindo assim, o processo de identidade individual. ( Cillo, 2002, pg.3 )


Dessa forma, percebemos a importância da postura do mediador frente a prática do esporte, visto que, esse exerce influência direta na construção da identidade do praticante, pois pode contribuir conjuntamente com a formação de valores orientando para os desafios da vida a partir do que vivência no setting esportivo, trabalhando temas como cidadania, relacionamentos interpessoais, competição e cooperação. ( MARQUES, pg 90 )

De acordo com Cillo ( 2002 ), por mediação compreende-se poder tornar mais claro e presente as inter-relações da dinâmica esportiva, facilitando e explorando tais relações entre os atores participantes, e continua, versando sobre a importância do trabalho em conjunto, para que se aborde e complete as especificidades de cada área, na ciência que chamamos Psicologia do Esporte.

A Psicologia do Esporte tem como meio e fim o estudo do ser humano envolvido com a prática de atividade física e esportiva competitiva e não competitiva. Esses estudos podem abarcar os processos de avaliação, as práticas de intervenção ou a análise do comportamento social que se apresenta na situação esportiva a partir da perspectiva de quem pratica ou assiste ao espetáculo. ( RUBIO, 2002, pg.1 )


Dessa forma podemos concluir o importantíssimo papel do mediador, e como ele pode em função de seus comportamentos interferir no sucesso dos objetivos socializadores e educativos do esporte. É necessário também o trabalho interdisciplinar para que assim o sujeito possa ser abordado em todos os seus âmbitos, para que as mudanças de atividade venham acompanhadas de mudanças de consciência, pois o físico e o psíquico são duas faces de uma mesma unidade. Dar respaldo psicológico à pessoa que pratica o esporte é tão importante quanto lhe fornecer uma alimentação balanceada por nutricionistas.

Bibliografia e Referências Bibliográficas
Associação Municipal de Assistencia Social- AMAS http://www.amas.org.br

CASTRO, R.Ué! Onde foram parar as crianças? Caderno2/ Cultura. Jornal O Estado de S. Paulo, 24.10.99

CILLO, E.N.P. O desenvolvimento do projeto de psicologia aplicada ao esporte- Associação Fique Vivo/ FEBEM Tatuapé. São Paulo, 2002. www.projetoveredas.com.br

Estatuto da criança e do adolescente

FERREIRA, A.B.H. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa- Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986, p.403.

MARQUES, J.A.A. A iniciação esportiva como meio educacional por meio do trabalho interdisciplinar. Encontros e desencontros: descobrindo a psicologia do esporte. Casa do Psicólogo, São Paulo, 2000, pg 87- 96.

MARQUES, J.A.A e Kuroda, S.J. Iniciação esportiva: um instrumento para a socialização e formação de crianças e jovens. Psicologia do esporte: interfaces, pesquisa e intervenção. Casa do psicólogo, São Paulo, 2000, pg 125-138.

PACTO PELA PAZ. Propostas Aprovadas na Plenária Final. IV Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Brasília -DF, 2002, pg.12.

Revista E.F. Ano II. Nº 06. Março de 2003. pagina 16 à 19.

RUBIO, Katia. Origens e evolução da psicologia do esporte no Brasil.Biblio 3W, Revista Bibliográfica de Geografía y Ciencias Sociales, Universidad de Barcelona, Vol. VII, nº 373, 10 de mayo de 2002. http://www.ub.es/geocrit/b3w-373.htm [ISSN 1138-9796]

RUBIO,K.; QUEIROZ,C.; MONTORO,F.; KURODA,S.&MARQUES,J. A.Revista Metropolitana das Ciências do Movimento Humano. Vol.IV, nº1,2000 ( no prelo )

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A importância da relação terapêutica na psicoterapia comportamental

A psicoterapia comportamental, diferente de outras teorias como a Abordagem centrada na pessoa de Rogers e a Psicanálise de Freud, durante as primeiras décadas, não despendeu a devida atenção à relação terapêutica entre o terapeuta e o cliente.



Segundo Meyer ( 1990 ), para que uma terapia seja considerada comportamental é necessário que ela apresente níveis de análises essenciais que se encontram no nível metodológico, a análise funcional do comportamento, no nível conceitual, o conhecimento e a aplicação dos princípios do comportamento, e no nível filosófico, pelo menos a rejeição ao mentalismo.

A partir da década de 80, principalmente com os trabalhos de Kohlemberg e Tsai, os terapeutas comportamentais passaram a considerar o encontro entre terapeuta e cliente como uma importante variável no processo terapêutico e começaram a dar uma maior ênfase nessa relação. Anteriormente a esses pioneiros, o ambiente terapêutico era considerado de forma distinto do ambiente natural do cliente.( Cirino & Velasco, 2002 )

Kohlemberg & Tsai ( 2001 ), afirmam que, a partir de então, a terapia comportamental centra-se na relação entre o cliente e o terapeuta e que nessa interação são modelados novos comportamentos, além, de promover mudanças tanto em um quanto em outro.

Quanto melhor a qualidade dessa relação maior serão as mudanças alcançadas, pois muitos dos comportamentos inadequados ( queixas ) do cliente, e suas melhoras ocorrem dentro do setting psicoterapêutico como produtos dessa relação, e melhor será também a análise do terapeuta e mais eficiente será o processo para ambos.

Assim sendo, a relação construída através da interação dos envolvidos é que se torna alvo da psicoterapia comportamental. ( Cirino & Velasco, 2002 ).

Torna-se importante que não só o comportamento do terapeutizando seja analisado, mas também o comportamento do terapeuta procurando-se entender a função de cada um dentro da sessão. O Terapeuta não se apresenta nesse momento de forma neutra, pois, dentre outras coisas, é este que fornece ao cliente reforçadores. “Toda atitude do terapeuta, na relação com o cliente, tem influências sobre este que podem ser benéficas ou não.” ( Cirino & Velasco, 2002, pg 41 ).

Uma outra autora, Meyer ( 1990 ), afirma que o terapeuta deve estar sensível às contingências presentes naquele momento do processo terapêutico.

A relação terapêutica tem um caráter dinâmico, pois a cada momento é modificada pelos comportamentos do cliente e terapeuta, gerando novas contingências e constituindo novas relações.

Diante disso, Cirino & Velasco ( 2002 ) afirmam que terapeuta e cliente devem trabalhar juntos e quanto mais o primeiro conhecer do segundo maiores serão as chances de mudanças efetivas.

Não são raras as críticas direcionadas aos analistas do comportamento, e uma delas, é que estes são frios e distantes. Segundo Lipp (1995), é verdade que podemos encontrar analistas do comportamento com esses adjetivos, assim como podemos encontrar psicanalistas, existencialistas, e outros apresentando as mesmas características. “Tais características pertencem mais ao âmbito pessoal do que o da terapia comportamental. O terapeuta trabalhando na abordagem comportamental em geral é amigável e genuinamente interessado na pessoa do paciente.” ( Lipp, 1995, pg 113 ).

Cirino & Velasco ( 2002 ) afirmam que a relação terapêutica é uma relação de entrega e será o “calor” dessa interação que determinará um melhor ou pior andamento do processo.

Segundo Villani ( 2002 ), os comportamentos do terapeuta devem perpassar pela cordialidade e afetividade, para que o processo terapêutico se dê em um contexto agradável. O mesmo deve demonstrar interesse genuíno, para que não caia na artificialidade, aceitação incondicional, compreensão e apoio à pessoa do cliente.

A atitude do terapeuta comportamental deve ser cordial quanto ao paciente, tendo em vista que ele é um ser humano semelhante a ele e que qualquer superioridade técnica do terapeuta é algo muito específico que não transcende a relação terapêutica. ( ... ) é fundamental que o terapeuta tenha, no mínimo, apreço pelo paciente e respeite a sua individualidade.( Lipp, 1995, pg 115 )


Em concordância com a autora, Velasco & Cirino ( 2002 ) afirmam que o terapeuta comportamental deve eliminar da relação julgamentos de valores, punições e críticas, atitudes essas que são fundamentais, para o sucesso da relação terapêutica.

Os mesmos autores, continuam, dizendo que o processo psicoterápico se define pela existência de duas pessoas que falam e propõem soluções para os problemas de uma delas, o cliente. Esta relação requer intimidade, cuidado, respeito, confiança, cumplicidade e sinceridade. ( Cirino & Velasaco, 2002, pg 41 ).

Villani ( 1995 ) afirma que deve haver uma relação bilateral de empatia, um vinculo de confiança e um sentimento de parceria.

É importante também, de acordo com Lipp ( 1995 ) que o terapeuta comportamental, esteja ele mesmo em processo psicoterapêutico, para que possa assim se encontrar emocionalmente bem para fazer seu trabalho de forma adequada, além de, poder vivenciar e entender o processo terapêutico.

Villani ( 2002 ) também chama atenção para essa questão, uma vez que em processo terapêutico, o analista do comportamento pode promover aquisições e melhorias de repertórios comportamentais, como assertividade e equilíbrio emocional.

Uma outra questão importante é que na terapia comportamental as metas são explicitas e todos os objetivos terapêuticoas são discutidos com o cliente e é este, e sempre este quem determinará quanto e quando é a hora de mudar.

Contrário ao que muitos alegam não cabe ao terapeuta comportamental o estabelecimento de objetivos, mas sim auxiliar o paciente a ser mais específico em sua queixa que, na grande maioria das vezes, é muito geral, a fim de que os objetivos possam ser formulados.( Lipp, 1995, pg 113 ).

As metas devem ser estabelecidas conjuntamente pelo terapeuta e o cliente e devem ser periodicamente avaliadas, podendo ser alteradas ao longo do processo, de acordo com as novas contingências que forem se constituindo a partir da relação mantida por ambos, e será a qualidade desta relação que determinará a aceitação, a adesão e a confiança do cliente ao longo de todo o processo terapêutico. ( CIRINO & VELASCO, 1995, p 41)


Lipp ( 1995 ), diz que o terapeuta deve abrir um leque de opções de decisões para o indivíduo, para que dessa forma aumente as opções de ação do cliente. É valido ressaltar novamente que estas decisões devem ser do cliente, e sempre analisar as consequências positivas e negativas de cada uma das opções.

A terapia comportamental age assim no sentido de oferecer ao ser humano mais poder sobre seu próprio comportamento, e, consequentemente, aumenta seu livre-arbítrio. Deste modo pode-se garantir que a Terapia Comportamental contribui para aumentar a liberdade pessoal e produzir maior bem-estar ao ser humano. ( Lipp, 1995,pág. 112 )



PARABÉNS A TODOS OS PSICÓLOGOS PELO SEU DIA!!



Bibliografia
CIRINO, S.D; VELASCO, S.M. A relação terapêutica como foco da análise na prática clínica comportamental. In: Ciência do Comportamento: conhecer e avançar- vol1- ESETec, São Paulo, 2002.

KONLENBERG, J.R. & TSAI, M. FAP- Psicoterapia Analítica Funcional: Criando Relações Terapêuticas Intensas e Curativas. São Paulo: ESETec, 2001.

LIPP, M. N. Ética e psicologia comportamental. In B.P. Rangé ( org. ), Psicoterapia Comportamental e cognitiva. Pesquisa, prática, aplicações e problemas. Campinas, editorial Psy, 1995.

MEYER, S. B. Quais os requisitos para que uma terapia seja considerada comportamental? Universidade São Judas Tadeu. 1-4, 1995.
VILLANI, M. C. S. Considerações sobre o desempenho do terapeuta comportamental. In: A. M. S. Teixeira ( org ) e outros, Ciência do comportamento: conhecer e avançar.- vol1- ESETec, São Paulo, 2002.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Degeneração moral e problemas sociais



“Só sei que nada sei” Socrátes


O presente trabalho tem como objetivo, por meio da análise comparativa dos pensamentos de vários “maestros”, refletir sobre a relação existente entre problemas sociais e a moral.


Resumo: Atualmente somos bombardeados pelos desenvolvimentos tecno-científicos que facilitam a vida do homem em vários aspectos, mas também perpetua a desigualdade social. Em nossa realidade brasileira, temos um contingente considerável de pessoas que não têm acesso aos bens e serviços frutos do desenvolvimento tecnológico. Aliado a isto temos assistido a queda de valores, crises éticas e morais. Então, o presente trabalho tem como objetivo, por meio da análise comparativa dos pensamentos de vários “maestros”, refletir sobre a relação existente entre problemas sociais e a moral.


Atualmente, vivemos em um mundo, que a cada dia que passa as potencialidades humanas nos surpreende e nos assusta, causando um que de admiração. Estas potencialidades estreitamente relacionadas com o avanço tecnológico, que em muito facilitou e prolongou a vida de uma determinada parcela da população mundial. E a tecnologia, avançou em vários segmentos, tais como, saúde, educação, segurança pública, comunicação, transporte, produção e abastecimento de gêneros alimentícios, dentre outras áreas.

Existem medicamentos para doenças que, até pouco tempo atrás, eram sinônimos da “morte”, sistemas de seguranças como alarmes, câmeras, e cercas eletrificadas nos deixam mais “seguros” em nossas residências (ou inverte a lógica e somos nós os encarcerados pelo sistema?), alimentos são modificados geneticamente, o que possibilita a produção em larga escala, etc.

A tecnologia tende a favorecer a burguesia ou os mais abastados financeiramente e deixam assim, a maior parte da população mundial desassistida ou assitida precariamente. É fácil percebermos isso no nosso dia a dia, onde nos confrontamos com planos de saúde com custos onerosos, residências que se assemelham com grandes fortalezas, enquanto nossos viadutos, destinados a uma melhor fluidez do trânsito veicular, ainda servem de abrigo para muitos desvalidos, e mesmo com a possibilidade da erradicação da fome no mundo, depósitos inteiros com toneladas de alimentos em grãos são destruídos para acompanhar a dinâmica mercantilista capitalista e ironicamente, a fome no mundo cresce a passos largos.

Skinner (1978), pai do Behaviorismo Radical e celebre teórico da psicologia, dizia em um dos seus livros que “Uma vez que a tecnologia não pode ser disponibilizada para todos, nossos ganhos triviais significam custosas perdas para outros” (SKINNER, 1978)

O problema fundamental do nosso mundo é a confusão quanto princípios e objetivos. As ciências estão altamente tecnificadas e uma aparente ordem lógica, de grandeza enganadora, condensa as sistematizações em todos os campos da atividade humana.(JAL pág 127, tema 1- sociopolitica)


Considerando essas reflexões, podemos aferir que o desenvolvimento moral não teve o mesmo avanço que o tecnológico. Enquanto este cresce em progressão geométrica, infelizmente não podemos dizer que aquele cresça, nem mesmo, em progressão aritmética.

Será usado para esse artigo, o conceito de moral juntamente com a sua irmã gêmea ética. Na atualidade foi promovido o divórcio entre estes dois conceitos, mas etimologicamente ética vem do grego ethos, ao passo que moral tem sua raiz no latim mores, significando tanto ethos como mores a mesma coisa: costumes. Na antiguidade não era possível a existência de um sistema de costumes separado de um sistema filosófico, logo ética e moral, ou antes, teoria e prática eram as duas faces de uma coisa só.(apostila oina- pág 9)

Faz-se necessário também diferenciar o conceito de ética atemporal e ética temporal. Enquanto a primeira tem a capacidade de viver em todas as épocas da história, a segunda é filha do tempo, e como tal, mutável e perecedoura. Algumas virtudes que eram válidas na antiguidade para os gregos e romanos continuam atuais até hoje. Essas são exemplos de uma ética atemporal. Mas aquilo que já foi bom um dia e que hoje está fora de moda é o exemplo da ética temporal. (JAL apostila oina- pág 10) Não é a intenção pregar o impedimento da renovação ou do progresso mas sim resgatar aquilo que já serviu e pode ainda servir para criar um mundo mais justo (grifo nosso). Concluindo então e esclarecendo, usaremos o conceito de moral atrelado à ética e à atemporalidade, associado àqueles costumes que são consideradas universalmente válidos como bons.

Jorge Angel Livraga, faz uma analogia do mundo em que vivemos, com um trem expresso, super bem equipado e montado. Novamente ai se expressa a alta tecnologia. Todavia, essa máquina não sabe de onde veio e pra onde vai. Não sabe se a estação de chegada é um alivio ou se vai encontrar o descarrilamento. Tão grave entretanto, é que seus “maquinistas” ignoram até quando vai existir combustível e paira novamente a dúvida de pra onde estão indo, pra que corre esse trem, quem são seus passageiros... No fundo ninguém sabe de nada.

De tempos em tempos, os ocupantes desse trem se agrupam para eleger um novo maquinista. E são muitos os que querem esse prazer infantil de “dirigir o trenzinho um pouquinho” e para isso fazem propagandas e prometem melhores luzes, melhores acentos, etc. Essa propaganda é claro que contempla toda a população. Na classe “miserável” onde não existem bancos e os passageiros viajam em pé ou amontoados, sem luz e condições mínimas para uma viajem saudável, é prometido despojar os da primeira classe de seus camarotes “luxuriosos”, para aloja-los e assim dar-lhes igualdade de condições. Para os da classe privilegiada, eles prometem romper com os elos que os unem ao vagão da segunda classe para que estes miseráveis não mais os incomodem. Uma higienização ferroviária. Finalmente, quando essas duas classes, conseguem definir (quase que por Uni-du-ni-tê) esse novo maquinista, ele(a) nada faz além de soar altas buzinas do trem, acelerar ou diminuir sua velocidade. (grifo nosso)

Essa falta de grandes ideais, de grandes visões, tem aprisionado o homem nas pequenas trincheiras dos pequenos ideais e das visões horrorosas e torpes, como um pesadelo. Não se luta pela humanidade, mas por um grupo, uma classe, um sindicato, uma seita ou por um grupo de interesses criados com reminiscências psicologicamente infantis. (JAL- pág 128, tema 1- sociopolitica)


O egoísmo prevalece e a desigualdade social se faz cada vez mais cruel, uma vez que aumenta o acumulo de capital nas mãos de poucos enquanto a maioria não tem condição de uma vida digna. Em relação a essa desigualdade e se tratando de América Latina, o Brasil está em uma posição não muito diferente da que esta no futebol no Ranking da FIFA . Segundo Platão, “... ao formar uma sociedade ideal tinha em vista o interesse do estado, isto é, o bem de todos, e não a felicidade de uma classe específica.” (apostila OINA- pg 149)

No Egito Antigo a solidariedade social se destacava sob a forma de uma caridade ativa, uma lei natural que afeta os homens sem nenhuma compulsoriedade. Todos os bens que possuíam eram dádivas dos Deuses e compartilhá-los era agradecer a Estes.

Sêneca (4 a.C.), filosofo e modelo do pensamento estóico já dizia em sua época que “para a nossa avareza, o muito é pouco; para a nossa necessidade, o pouco é muito”. (Sêneca- pg 12 livrinho de acropole12)



O homem hoje se tornou escravo do materialismo e dá demasiada importância às coisas exteriores deixando de lado valores e virtudes.

O estoicismo, movimento filosófico grego que por si só já se torna sinônimo de admirável moral prática, afirmava que o homem sábio deveria viver de acordo com a razão que encontramos na natureza, e este não elege os seus verdadeiros bens os objetos externos, mas sim os usa sabiamente para que não se escravize pelas paixões e coisas externas. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Estoicismo)

Na mesma linha de raciocínio, temos o Segundo Princípio do Hermetismo , o princípio da Correspondência que traz a máxima, “O que está em cima é como o que está em baixo, e o que está embaixo é como o que está em cima”. (vide http://www.misteriosantigos.com/hermetic.htm). Esse princípio diz da correspondência existente entre as leis e os fenômenos dos diversos planos da existência e da vida. Existe uma lei que é Una e imutável e é igual para tudo. A isso se aplica a mesma lei ao material, ao mental e ao espiritual, assim como no micro como no macro. Diante disso, as leis jurídicas e a política deveriam refletir/plasmar a harmonia existente nessa Lei Universal, no Todo. Objetivando minimizar a distância desse postulado e a academia, citamos Platão, quando, diz que a cidade perfeita deveria ter quatro virtudes básicas tais como, prudência (sabedoria), o valor (coragem), a temperança (equilíbrio) e a justiça. Essas virtudes favoreceriam a manutenção de uma vida harmônica, fraterna, que dominasse para sempre o caos da realidade e que deveria refletir o estado ideal que se encontra no Mundo das Idéias (as idéias são eternas e imutáveis ), uma realidade autônoma por trás do mundo dos sentidos (no qual as coisas simplesmente surgem e desaparecem) que só pode ser alcançado através do uso da razão (http://www.inf.ufsc.br/poo/conceitos/platao.html). Se o leitor ainda não convencido da proximidade entre os dois pensadores, prudente seria examinar o Primeiro Princípio do Hermetismo, Princípio do Mentalismo, que diz O TODO é MENTE; o universo é MENTAL.

As pessoas se formam academicamente, se capacitam e qualificam intelectualmente, mas não têm na mesma medida uma formação do caráter. Não há uma base moral como dito anteriormente. Não existem mais hoje os ideais que existiam em outrora nem tampouco idealistas. Os caminhos a serem percorridos como os ditado por Vyasa, Hermes Trimegisto, Zoroastro, Sidharta Gautama- Budha, Helena P. Blavatsky, dentre outros mal são pisados ou os são com os pés sujos de lama. Todos esses mestres de conhecimento, não só nos apresentaram algo que transcende ao materialismo como nos mostraram uma ferramenta que nos possibilita “tirar os véus de Maya ”( http://www.indiasabedoria.hpg.com.br/glossario.html) mas também um manual de ética, moral e política.

No mesmo núcleo iniciatico descrito a pouco, Egito, a Moral, configurava todo um estilo de vida e era a base do processo civilizatório, estava presente e influía nos menores aspectos cotidianos até elevá-los aos Grandes Mistérios (2º Princípio Hermetismo). É importante ressaltar, que em função da extensão da história deste povo (muitos séculos) não podemos falar de uma uniformidade em relação a moral. Existem muitas diferenças na moralidade visto que nos primeiros tempos essa cultura, foi conhecida e registrada pelo seu esplendor e já nos tempos finais, prevaleceu uma decadência que assinalou o final desse núcleo civilizatório. Sem querer aprofundar no estilo de vida desse povo de outrora, pois não é objetivo do presente trabalho, atentar-me-ei, com muita veneração e respeito, a usá-los, em sua fase esplendorosa, como ilustração daquilo que é escasso em nosso tempo.

Desde a infância, nessa cultura, os filhos devem respeitar os pais, serem amáveis de todas as formas com seus irmãos evitando conflitos pessoais e a cobiça, que possam romper com a harmonia. A autoridade do pai é o reflexo da autoridade do Faraó no império. Não quero aqui defender uma sociedade patriarcal, mas sim dizer da importância de uma autoridade, seja ela qual for, para que a criança tenha um desenvolvimento saudável. Com o mesmo raciocínio, Epicuro de Samos, filósofo grego do período helenístico dizia: “Eduquem os meninos e não será preciso castigar os homens”. (Epicuro)

Sabemos pelas contribuições da psicanálise que o papel desse “pai” pode ser exercido por tudo aquilo que barra a criança de vivenciar de forma plena todos os seus desejos e instintos, assemelhando-se, assim a um animal. Segundo Lacan, o “pai” é esse que encarna a lei que regula a aliança, os laços sociais e as identificações. (http://www.campolacaniano.com.br).

Após essa breve introdução, e deixando as ponderações mundiais para nos aproximarmos de nossa realidade cotidiana, percebemos que o público em situação de trajetória de rua atendido pela Assistencia Social, faz parte do grupo dos que não usufruem de forma efetiva dos benefícios do avanço tecnológico.

Oriundos na maioria das vezes de comunidades onde prevalecem à falta de recursos básicos e a pobreza, não raro, aproximando-se da miserabilidade, essas crianças e adolescentes são colocadas e “largadas” à margem da sociedade e fazem do espaço da rua local de convivência e busca da sobrevivência. Geralmente membros de famílias possuidoras de formas diferentes de estruturação da tradicional família burguesa que conhecemos e em muitos casos negligentes. Raramente, quando têm contato com algum tipo de autoridade, essa se pauta na coerção e no autoritarismo o que conseqüentemente resulta na ausência de uma educação infantil efetiva para a formação do jovem e do adulto apto a conviver de forma saudável na sociedade. A isso se acrescenta muitas das vezes, a violência doméstica e urbana a que são submetidos cotidianamente. Percebemos assim que, a base, tão importante segundo os Egípcios, Epicuro, Skinner e Lacan, não é bem trabalhada, , sendo isso um fator que não podemos descartar quando trabalhamos com adolescentes com trajetória de vida nas ruas.

Com vários direitos violados, como à vida e à saúde, à liberdade, ao respeito e à dignidade, à convivência familiar e comunitária, à alimentação, à educação, ao esporte e ao lazer, à profissionalização bem como à cultura, todos esses preconizados no art.4º do Estatuto da Criança e do Adolescente , se encontram com laços rompidos com suas comunidades de origem e em explícito risco pessoal e social. Entende-se por risco social o adotado pela assistência social como:


...evento externo, de origem natural ou produzido pelo ser humano, que afeta a qualidade de vida das pessoas e ameaça sua subsistência. Os riscos estão relacionados tanto com situações próprias do ciclo de vida das pessoa, quanto com condições específicas das famílias, comunidades ou entorno.(CARNEIRO,2004- NO DICIONARIO DA ASSISTENCIA)


Fazem da rua o seu local de moradia, convivência e sobrevivência. Apresentam-se, na maior parte das vezes, em grupos, e essa situação, nos traz à reflexão, a hipótese, do grupo ocupar o lugar do pai simbólico. É ele que dita as normas de convivência e sobrevivência. Experimentam com o grupo algo que não experimentaram com suas famílias de origem. E à medida que esse grupo se reforça e se auto-afirma, mais difícil se torna uma alternativa de saída desse lugar. Isso só será possível se esse “pai” desfalecer ou que um Outro maior ocupe o seu lugar.

A hipótese de Lacan é que o que caracteriza as sociedades modernas é o declínio da função paterna, o que mede isso é a atuação do Estado na educação dos filhos. Quanto maior a intervenção do Estado menor a função paterna, o estado passa a ocupar o lugar do pai simbólico, a função paterna não está mais nos membros da família, podemos ver na crise da família que hoje aparece claramente.


Seguindo a essa citação, o autor esclarece que o Estado é aquele que sabe sobre o outro e que este pode ser um professor, um psicoterapeuta e não necessariamente um membro da família. Diz ainda que o sujeito dirige-se para aquele que julga saber de seu sofrimento, e esse não seria melhor se não fosse um semelhante, um igual onde irá buscar sua completude, satisfazer o que pensa ser seu desejo.

Dessa forma, confrontamos com a dificuldade de competir com o grupo, pois, muitas vezes, a expectativa de sair da rua, é muito mais dos agentes sociais do que do próprio público.

Diante de tal fato, faz-se mister que nos posicionemos e ajamos, para que essas pessoas readquiram a condição de sujeitos de direito, reinserindo-os em suas comunidades ou garantindo alternativas à condição de vida nas ruas, uma vez que é dever da família, da sociedade em geral e do poder público, de acordo com o mesmo Estatuto, garantirmos a efetivação dos seus direitos para que saiam da condição de negligência em que se encontram.

Para que nossas ações se tornem efetivas, devemos fomentar em cada um deles o interesse, a motivação, o desejo para que superem a condição em que se encontram. Devemos oferecer e acolher, mas uma oferta e um acolhimento muito mais “sedutor” do que o próprio grupo uma vez que a própria rua apresenta reforçadores muito difíceis de combater como: sexualidade livre, uso de drogas, ausência de horários e cobranças e uma pseudo-liberdade.

Uma questão importante a ser refletida é até que ponto as abordagens e acompanhamentos sistemáticos feito pelo serviço de abordagem às crianças e adolescentes na rua não é, em si mesmo, um reforçador à permanência na rua.

É preciso que sejamos virtuosos, prudentes, corajosos e justos. É preciso que sejamos filósofos, mas não nos termos da academia que muitas vezes só reproduzem chavões e travam guerras intelectuais histéreis. É preciso colocar em prática a filosofia como fizeram os pensadores de outrora aqui já citados. Sintetizando, é preciso que sejamos morais.

Além é necessário adotar uma orientação, onde é indispensável uma aceitação de forma incondicional, recebendo-os e escutando-os assim como nos apresentam, almejando reflexões com esses jovens e não para eles, respeitando assim a faculdade de escolha e o tempo individual do sujeito.

A justiça é dar a cada um o que lhe corresponde por direito de consciência e por seus atos. Não devemos confundir esse grau de aceitação com permissividade.

Skinner (1969) versa em seu texto que “Quando se dá às pessoas o que necessitam, sem se importar o que elas estão fazendo, elas permanecem inativas”.

Devemos adotar a postura de “fazer com” ao invés de “fazer para”, pois de acordo com a primeiro podemos promover no publico assistido o protagonismo do seu processo de construção da cidadania e dignidade.

Se a opção for “fazer para”, fatalmente cairíamos no assistencialismo irreflexível que não propicia ao assistido o movimento direcionado a sobrepujar a condição vigente, antes o contrário, os mantém na inércia, não considerando as potencialidades e tornando assim as ações histéreis.

Produzindo uma lassidão da vontade e camuflado a isto, encontra-se uma atitude muito mais egoísta que altruísta, uma vez que o simples fato de esmolar (aqui no sentido de dar esmolas), nos alivia a consciência e passa a pseudo-impressão de que estamos fazendo a nossa parte.

É preciso criar condições para que estas pessoas sejam protagonistas de seu próprio processo de crescimento pessoal e social, e para isso e privilegiando ações preventivas, é necessário que as ações aconteçam no próprio ambiente de convivência comunitária das pessoas. “Poderíamos solucionar muitos problemas de delinqüência e criminalidade, se pudéssemos mudar o meio em que foram criados os transgressores” (SKINNER, 1968). Não queremos aqui, dizer que o público em tela seja delinqüente ou transgressor, muito embora, em alguns casos, usam, para sua sobrevivência, de violência física e psicológica, como ameaças, furtos e roubos. O importante é enfatizar a relação entre o meio ambiente, ou seja, as contingências ambientais, e os comportamentos das pessoas.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Prazer X Dever

Caros leitores:
Esse texto foi motivado a partir de uma situação real que vivi na escola do meu filho. Penso eu, que sua reflexão, é de fundamental importância, não só para pais e mães mas para todos que estão empenhados com uma sociedade mais justa e com a formação de nossos jovens.
Essa é uma adaptação do original enviado à coordenação da escola:


Caríssimas Professoras,

Mantendo a atitude de constantemente estar próximo da educação e formação do meu filho e exercendo eu próprio a tarefa de formador e educador, venho por meio desse texto tecer algumas considerações que no momento se fazem pertinentes.

Fico bastante satisfeito com a evolução do C., fato esse que atesta um bom trabalho da escola.

Há tempo gostaria de fazer essas reflexões, mas como outras questões urgem em nosso cotidiano, só agora tive como sistematizar minhas idéias.

Percebi com “muita” preocupação, uma estratégia da escola em trocar o DEVER de casa por PRAZER de casa.

Não tenho dúvida nenhuma que o objetivo era minimizar, para as crianças, a carga de trabalho que vem junto ao termo “dever de casa” e que isso foi feito com as melhores intenções pela equipe da escola. Se fosse diferente e percebesse que esse local de promoção da educação não estivesse somando virtudes e boas condutas para meu filho, é certo que não permitiria a sua permanência nessa local.

Mas, mesmo diante da boa intenção, me preocupa como essa mensagem será recebida pelos educandos bem como para seus responsáveis.

Vivemos hoje, em um mundo, onde os valores vem há muito tempo se degenerando, prevalecendo assim a futilidade, o banal, a promiscuidade e o imoral.

Atualmente o que se observa na nossa cultura é uma perda do senso crítico. Estamos diante de uma crise dos valores onde perdemos a noção de limite entre o bom e o mal. São esses conceitos aprendidos que regem o nosso comportamento a nível social. Até onde se busca a satisfação imediata do desejo, pela primazia do princípio do PRAZER absoluto, ou se busca ver o que realidade objetiva oferece pela primazia do princípio da realidade. (LEVINSKI)


Pouco se fala nesse mundo sobre valores e virtudes, e a audiência prefere assuntos que não exijam qualquer movimentação (ação de se movimentar) ou sacrifícios, ficando assim uma sociedade acomodada, letárgica.

A barbárie com que convivemos é sintoma de uma sociedade decadente e doente. A ética, os valores e a dignidade humana deixaram de existir em nossa sociedade, a paranóia, o pânico social, a depressão e a frustração são doenças, hoje em dia, corriqueiras que acometem a maioria da população. Nestes termos, há muito mais motivação em ir ao shopping saboreamos com os últimos lançamentos, a que refletir e nos mobilizarmos de maneira pragmática diante da violência e do que nos aflige. (RODRIGO F.C.)


A própria palavra sacrifício perdeu o seu sentido real e literário (sagrado-ofício) e apresenta-se hoje como algo danoso e que deve ser evitado.

Mas é importante lembrarmos que esse mesmo mundo que faz com que as pessoas “amoleçam” e engordem em seus sofás, ele também cobra, seleciona, exclui e é muito exigente. Existem obrigações, DEVERES, e se não cumpridas somos responsabilizados na forma da lei e é importantíssimo que isso seja apresentado para nossas crianças o quanto antes, pois, estão em uma fase de aprendizado e desenvolvimento. Li há pouco, uma frase que acho que faz muito sentido e vai um pouco na contramão do que é dito corriqueiramente: “Não precisamos de um mundo melhor para nossas crianças, precisamos de crianças melhores para nosso mundo”.

A legislação específica para esse público, Estatuto da Criança e do Adolescente, apresenta, além dos Direitos, os Deveres das crianças e adolescentes.

O Brasil é hoje um país de jovens e segundo Levinsky, esses jovens encontram muitas dificuldades de adaptação à vida moderna. (Adolescencia e violência- Consequencias da Realidade Brasileira).

Devido a primazia do PRAZER imediato para eles não há preocupação de contribuir para a evolução da sociedade. Não conseguem passar do estágio egocentrico, narcísico, em que o importante é existir, sobreviver a qualquer preço. (LEVINSKI)



Para o mundo atual, (individualista, sectário, egoísta) o PRAZER tem primazia sobre o DEVER. “Oxála que nossas crianças não reproduzam essa atitude”.

Estamos vivêndo em um mundo que é preferível Ter do que Ser.

“PRAZER sobre DEVER”!!. Esse axioma é perigosíssimo e se apresenta disfarçado como algo bom. O maior feito do “Diabo” foi fazer com que as pessoas não acreditassem nele. Uso essa frase metaforicamente e sem nenhuma conotação religiosa.

O DEVER, sempre deve vir antes do PRAZER. Particularmente, não gosto de palavras absolutas como Tudo, Nada, Sempre e Nunca, mas nesse caso a palavra SEMPRE tem que ser empregada. Não tenho objetivo de fazer propaganda negativa do Prazer, mas esse tem o seu lugar e SEMPRE depois dos nossos deveres.

No século XVIII, um filósofo alemão e que se faz atualíssimo, Emanuel Kant, falava que os instintos não devem governar os homens, pois estes os levam somente a satisfação de suas necessidades. Os instintos estão para os animais como a razão esta para os seres humanos.

Kant diz ainda que a única coisa, inteiramente boa, é a boa vontade e que a característica dessa é a ação pelo DEVER e não por inclinações.

Postula sobre o imperativo categórico, um imperativo da moral, que ordena que só devemos agir conforme uma máxima que se torne universal, ou seja, que possa valer para todos os homens, independente de suas aspirações pessoais. Isso por si só, já é uma aproximação ao altruísmo em detrimento do egoísmo.

O filosofo diz ainda que devemos agir pelo DEVER (imperativo categórico) ao invés do PRAZER (imperativo hipotético).

Adriana Gomes, em “Cosequências de uma sociedade Hedonista e Narcisista”, diz que, os sintomas de uma sociedade hedonista são:
- as pessoas desejam ser mais compreendidas e se dispõem a compreenderem menos;
- querem ser ouvidas e ouvem cada vez menos;
- querem praias limpas mas as deixam como chiqueiros após um final de semana no litoral;
- querem ser respeitadas e respeitam cada vez menos.
- e uma nova que recebi por email: Antigamente os pais pegavam os boletins com notas ruins de seus filhos e OS interrogavam: “O que é isso?? Exijo explicação!!!!”. Hoje os pais pegam os boletins com notas ruins de seus filhos e interrogam OS PROFESSORES: “O que é isso?? Exijo explicação!!!!”. (grifo meu)

Hedonismo, segundo o dicionário Houaiss é: “doutrinas que concordam na determinação do prazer como o bem supremo, finalidade e fundamento da vida moral, mesmo sem justificar os meios para abtê-las.”

PERCEBAM O PERIGO.

O desrespeito e a falta de consideração ao próximo, se dão de muitas formas. Até mesmo nas salas de aula, os alunos fazem o que bem entendem e agem de acordo com o que lhe dá prazer naquele momento, sem levar em consideração premissas mínimas de convivência. Justificam-se, muitas vezes perante os professores, dizendo: “...eu que pago o seu salário”.

Eu sei que educar dá trabalho e nos exige muito. É um sacrifício. Exige antes de qualquer coisa que nos comportemos como modelos a serem seguidos.
Ficam vários questionamentos e uma missão para nós. Segue uma sugestão;

Mas o que poderíamos fazer para construir uma sociedade mais pacífica? Sem dúvida deixar o individualismo de lado e pensar coletivamente sobre a raiz do problema. A sugestão é tão óbvia e prolixa, que todos sabem, mas nunca concretizaram, pois, até hoje, o individualismo e a ânsia hedonista predominaram em nossa sociedade. A solução é a educação, sempre foi, e sempre será. A cultura é a única maneira de “domar” o homem selvagem. (RODRIGO).


Penso que o IDEAL é que façamos o DEVER com PRAZER.

Faço destas minhas considerações e fico aguardando um retorno da escola.



Atenciosamente e muito grato,


Fabiano Loureiro
Pai

terça-feira, 9 de março de 2010

4ª Cadeia????

Inaugurando o primeiro post, gostaria de justificar como o nome do Blog se relaciona com a temática do mesmo.

Importante ressaltar que todo o conteúdo do Blog caracteriza-se por idéias ecléticas não sendo por tanto porta voz de qualquer escola psicológica ou filosófica e nem tampouco restringindo-se a qualquer uma delas, ficando dessa forma aberto o espaço para discussões, críticas e estudos comparativos.

4ª Cadeia, refere-se a etapa evolutiva em que a humanidade se encontra atualmente de acordo com as Estâncias de Dzyan (pergaminhos antigos de origem Tibetana, escrito em uma coleção de folhas de palma, resistentes à água, ao fogo e ao ar, devido a um processo de fabricação desconhecido, e que conteriam registros de toda a evolução da humanidade, em uma língua desconhecida pelos filólogos denominada Senzar).

De acordo com esses manuscritos arcaicos Cada Esquema de Evolução passa por Sete grandes Etapas Evolutivas, e cada uma dessas Etapas tem o nome de CADEIAS.

Cada Cadeia é constituída por Sete GLOBOS colocados e inter-ligados uns aos outros formando como que um colar de pérolas, daí terem dado o nome de Cadeia, pois a posição de cada Globo em relação ao anterior e ao seguinte, é a posição de uma pérola em relação á anterior e á seguinte.

Por isso se diz que a Cadeia é composta Sete Globos e que cada Globo é um dos Sete elos da Cadeia.

Como o prórpio nome indica, a vida na Terra já evoluiu até á Quarta Cadeia do nosso Sistema de Evolução. Esta é a Cadeia onde estamos actualmente.

Esse ponto de vista mostra-se de difícil compreensão para nós ocidentais o que causa-nos a necessidade de estudos mais aprofundados e criteriosos para o seu entendimento. Para consultar a fonte vide “A Doutrina Secreta” de Helena Petrovna Blavatsky.

"A humanidade - pelo menos em sua maioria - detesta refletir,
mesmo em benefício próprio. Magoa-se, como se fora um insulto,
ao mais humilde convite para sair por um momento das velhas e
batidas veredas e, a seu critério, ingressar num novo caminho
para seguir em alguma outra direção."
(A Doutrina Secreta- HPB)



"Se há um espírito imortal desenvolvido no homem,
ele deve existir em tudo o mais, pelo menos em
estado latente ou germinal; pode ser apenas uma
questão de tempo para que cada um destes germes
torne-se plenamente desenvolvido."
(Ísis sem Véu-HPB)